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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Câmara acaba de derrotar o requerimento da vereadora Sandra sobre projeto de revitalização do Ver-o-Peso


A bancada governista rejeitou por 18 votos a 6 o requerimento da vereadora Sandra Batista que pedia uma sessão especial para o conhecimento do projeto de revitalização do complexo do Ver-o-Peso. 

O requerimento foi rejeitado aos gritos por vereadores da bancada governista da Câmara de Belém. Nem os vereadores, nem os trabalhadores do Ver-o-Peso e nem a sociedade civil organizada tem o conhecimento do projeto. Só se conhece uma maquete eletrônica. 

O perfeito Zenaldo está fazendo uma jogada eleitoral com a revitalização do Complexo, porque não há tempo hábil para a realização da obra por se tratar de uma área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), que necessita de um tempo para analisar as possíveis consequências ao entorno como a Feira do Açaí e a pedra do Peixe. 

Não somos contra a revitalização, mas é preciso conhecer a fundo o projeto para enriquecer e opinar sobre as suas consequências por se tratar da maior feira livre da América Latina.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Requerimento da vereadora Sandra para sessão especial sobre revitalização do Ver-o-Peso está em pauta


Nesta segunda, 22, iniciou a votação do requerimento que demos entrada pedindo uma sessão especial para debater com o poder Executivo, Legislativo e a população o projeto de revitalização do complexo do Ver-o-Peso. O objetivo é conhecer o projeto que não foi apresentado e nem discutido na Câmara Municipal.  O requerimento está em pauta na Câmara Municipal de Belém.

Por incrível que pareça nós somos uma das últimas instituições a discutir o projeto do Ver-o-Peso, a Assembleia Legislativa já debateu e o Ministério Público Federal já vai debater em audiência pública com a sociedade civil organizada e a Câmara Municipal que deveria ser a primeira a tomar conhecimento ainda não discutiu.
  
Os 640 votos a favor da revitalização é muito pouco dentro do universo da população da cidade de Belém. Com relação aos feirantes, dos 801 permissionários 50% não compareceram a essa consulta e 204 foram contra. Se juntar a abstenção com o não a maioria não concorda por desconhecimento do projeto. Nós temos a prerrogativa de debater o projeto para conhecer e enriquecer. A Câmara tem que ser um canal para a sociedade saber das coisas.

O anúncio do projeto de revitalização do complexo gerou uma série de questionamentos por parte dos trabalhadores uma vez que não houve participação dos mesmos na elaboração do projeto, indagando de como ficariam as barracas? Suas metragens? Divisões específicas?  Quanto ao estacionamento? Haverá redução ou ampliação de trabalhadores?  Descaracterização do Ver-o-Peso como feira livre? O que acontecerá com a feira do açaí e a pedra do peixe? Enfim, uma série de perguntas que até o momento não estão claras aos olhos de quem de fato utiliza o espaço para sobrevivência e a população que frequentemente usufruí da feira e seus encantos turísticos.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Sobre a revitalização do Ver-o-Peso


Os feirantes foram surpreendidos com o plebiscito sobre a reforma do Ver-o-Peso. Em sã consciência todos nós sabemos que o espaço precisa de revitalização, porém há de cercar-se de cuidados, porque se refere patrimônio público tombado.

É necessária consultar os feirantes de todos os setores do Complexo do Ver-o-Peso. Pelo que observo, há uma descaracterização da feira ao ar livre, pois o projeto mostrado em maquete eletrônica cobre toda a feira e segundo os feirantes não contempla a Pedra do Peixe, Feira do Açaí e o Solar da Beira. Não podemos pensar o Ver-o-Peso  sem esses espaço e o que ele representa para a nossa cidade.

O que mais parece é a “gentrificação” do Ver-o-Peso com o intuito de afastar os trabalhadores que, por anos, fizeram funcionar o Mercado.

Por ser um espaço emblemático, de toda a cidade, exigimos que toda a sociedade debata amplamente o projeto respeitando as etapas inclusive a avaliação por parte do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) e Fumbel.

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