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Homens brigam na Praça da Leitura, sob olhares de policiais militares, que tentaram conter os ânimos. (Foto: Fernando Araújo)
Após o DIÁRIO ter
divulgado na edição de ontem o total abandono da praça da Leitura, que
abriga o monumento ao ex-governador do estado Magalhães Barata, a
vereadora de Belém, Sandra Batista (PC do B), informou que já expôs a
situação à prefeitura da cidade, cobrando mais empenho na proteção ao
patrimônio público.
“O Monumento “Chapéu do Barata”, que
fica na Praça da Leitura, retrata bem o abandono que a prefeitura tem
com o patrimônio de nossa capital. Falei e mostrei a situação calamitosa
da Praça da República. Hoje venho chamar atenção da falta de cuidado
com um patrimônio que fica em São Brás. O “Chapéu do Barata” virou
deposito de lixo, está fechado ao público e deteriorado pelo tempo”,
denunciou a vereadora.
Sandra informou que, para revitalizar o
espaço, ocupando-o com ações culturais, encaminhou ao prefeito Zenaldo
Coutinho um requerimento para a instalação de uma biblioteca pública
temática, com um acervo que remeta a História do Pará, bem como a
literatura de expressão Amazônica.
“Bibliotecas temáticas podem ser
vistas em várias cidades do país. Elas oferecem à população um acervo
específico de um determinado tema ou temas. Além de um acervo comum do
conhecimento humano. Em São Paulo, onde o projeto é pioneiro, existem à
disposição da população bibliotecas temáticas de Poesia, Cultura
Popular, Música, Cinema, Ciências, Literatura Ficcional, Meio Ambiente,
Cultura Negra e Arquitetura”, justificou a vereadora.
Em 2012, o memorial Magalhães Barata,
mais conhecido como o “Chapéu do Barata’’, foi arrombado, teve o vidro
quebrado e a tumba do ex-governador violada. Atualmente, na porta de
entrada, apenas um guarda faz a segurança, mas não há espaço para
visitação. No entorno, o clima de total insegurança e abandono. A equipe
de reportagem do DIÁRIO flagrou uma briga entre dois moradores de rua,
sob os olhares de policiais militares, que tentaram conter os ânimos dos
“brigões”. Um deles segurava um gargalo de vidro e outro um terçado.
A polícia tentou intervir e separar os
dois. Eles brigavam por causa de uma namorada. Todos foram revistados e
depois liberados. Apesar da unidade móvel da PM na praça, nada intimida
e muito menos garante a segurança de quem passa perto do monumento. O
consumo de entorpecentes ali é comum, em plena luz do dia, e os
pedestres que passam próximos são ameaçados.
(Diário do Pará)
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